• Renata Vasconcellos

Vamos conversar sobre Endometriose?


Antes de qualquer coisa: você sabe o que é Endometriose? É o crescimento do endométrio, tecido que reveste o útero, cresce para fora do órgão, o que gera cólicas intensas, o desconforto e, com o tempo, dificuldades para engravidar.



Fatores como ansiedade, estresse, poluição, sedentarismo, toxinas ambientais, pesticidas, dioxinas e ftalatos, policlorobifenilos (PCB's) e xenobióticos, entre outros, geram desequilíbrios no organismo, pois aumentam os radicais livres circulantes, favorecendo o estresse oxidativo com aumento demanda nutricional. Com as mudanças de padrões alimentares nas últimas décadas, sabendo que a dieta atual já é deficiente em nutrientes, o desequilíbrio estabelecido pode contribuir para o aparecimento ou agravamento de doenças, como endometriose, abortos recorrentes, menopausa prematura, infertilidade inexplicada e muito mais.


Desconfia-se que o estilo de vida da mulher moderna como stress, falta de atividade física e má alimentação contribui para o desenvolvimento da endometriose. Evidências abundantes sugerem que o estresse oxidativo está envolvido tanto na patogênese quanto na fisiopatologia da endometriose. Fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida parecem estar associados ao desenvolvimento e manutenção da endometriose.


Dentre os aspectos ambientais, a nutrição tem sido pouco estudada, apesar das evidências mostrarem seu impacto na origem e progressão da doença.

Podemos afirmar que a alimentação tem um papel importantíssimo no aumento e manutenção da imunidade como também no favorecimento de um peso adequado, já que o aumento de tecido adiposo produz excesso de hormônios femininos que agravam a doença. Manter o intestino funcionando normalmente é imprescindível, uma vez que a retenção do bolo fecal no intestino aumenta a absorção de toxinas, muitas delas imunossupressoras.


A mulher que tem endometriose pode se beneficiar com uma dieta balanceada, com alimentos que comprovadamente têm ação nos principais sintomas da doença como dor, inflamação, irritabilidade, fadiga, insônia, edema, alergias e infertilidade.

Basicamente, mulheres com endometriose devem seguir uma dieta rica em fibras, com muitas frutas e vegetais, devendo eliminar alimentos fonte de gordura animal como carnes e laticínios; mas como a proteína é essencial para a manutenção da imunidade, dar preferência às carnes e laticínios pobres em gordura e aumentar o consumo de proteína vegetal como grãos.


Confira a seguir algumas vitaminas, minerais com suas respectivas funções e onde são encontrados nos alimentos:

Vitamina A: Desempenha funções básicas no organismo, além de ter função antioxidante, atua na integridade estrutural e funcional dos tecidos, no processo de reprodução, forma barreira protetora às infecções, como também participa na síntese dos linfócitos T (células de defesa do organismo).Os principais alimentos a serem consumidos relacionados à endometriose são os de fonte vegetal como a cenoura, o mamão, a abóbora, a manga, tomate e pimentão.

Vitamina B1: Envolvida na transmissão de impulsos nervosos, sabe-se que doses elevadas desta vitamina podem diminuir a dor, as melhores fontes são germe de trigo, semente de girassol, amendoim torrado, feijões, ervilhas e com um pouco mais de moderação a carne de porco magra, gema de ovo e peixes.

Vitamina B6: Mantém a resposta imunológica.Sua deficiência pode causar irritabilidade e depressão, alguns dos sintomas em mulheres com endometriose. Os alimentos mais recomendados são germe de trigo, cereais integrais, leguminosas, batatas, banana e aveia.

Vitamina B12: Esta vitamina quando combinada com a vit. B1 e B6, produzem efeito antiinflamatório e analgésico. As principais fontes são alimentos protéicos como leite, ovos, peixes e queijos. Escolha laticínios com menor teor de gordura.

Vitamina E: Desempenha poderoso efeito antioxidante quando comparada à vit. A e aos ácidos graxos poliinsaturados, como os ác.graxos essenciais. A função antioxidante se dá pela proteção de ác. graxos poliinsaturados essenciais (ômega 6 e ômega 3) que evitam a ação lesiva em tecidos, conhecido como estresse oxidativo. Os alimentos fontes são: óleos vegetais como soja e milho, germe de trigo, ovos, cereais integrais e sementes oleaginosas como nozes, amêndoas. Outra propriedade indireta antioxidante desta vitamina está na síntese de eicosanóides, que são substâncias biologicamente ativas e provenientes dos ác. graxos poliinsaturados. Eles participam de reações inflamatórias, estão diretamente ligados à resistência imunológica, os quais produzem uma resposta diferente no organismo,por exemplo, quando há deficiência de vit. E, existe o aumento do processo inflamatório, mediado pelos ác. graxos ômega 6; já quando há um aumento da vit. E ocorre um mecanismo de defesa do organismo, mediado pelos ác. graxos ômega 3. Os ác. graxos presentes em óleos de peixe podem inibir a formação de implantes endometriais. As principais fontes de ômega 3 são: salmão, sardinha, atum e sementes de linhaça.

Vitamina C: Esta vitamina também tem ação antioxidante, especialmente em conjunto com a vitamina E e A. Participa do processo de cicatrização e reduz a suscetibilidade às infecções. Combinada com bioflavonóides (substâncias antioxidantes encontradas como pigmentos de frutas, verduras e vegetais superiores), reduz a permeabilidade capilar e aumenta a resistência dos micro vasos, que leva a inibição de processos inflamatórios, diminuindo a formação de prostaglandinas inflamatórias e aumentando o catabolismo de ômega 6. São encontrados em frutas cítricas, couve, brócolis, pimentão, frutos da roseira e groselha preta.

Zinco: Exerce funções fisiológicas específicas como crescimento e replicação celular, maturação sexual, fertilidade, reprodução, funções fagocitárias e imunitárias. Sua deficiência pode causar alterações no comportamento, diminuição da imunidade, lesões de pele e alergia cutânea. Os alimentos fontes são: frutos do mar como ostras e mariscos, carnes vermelhas, castanhas, amêndoas e amendoim. Alguns fatores podem interferir na absorção de zinco como:

  • Dietas exageradas em fibras e ricas em cálcio;

  • Suplementação de sulfato ferroso isolado (deve-se suplementar também o zinco);

  • Selênio: Poderoso antioxidante poupador de vit. E em muitas reações metabólicas. Em conjunto com vit.A, C e E têm sido usados no tratamento da Endometriose como antiinflamatório. Suas principais fontes são: atum, sardinha, bacalhau, ostra,castanha do Pará, germe de trigo e farinha de trigo integral.





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